Adriana Dias Lopes assina matéria na Revista Veja de 17 de Dezembro de 2014 intitulada "A Maconha é uma Droga".
Uma pesquisa coordenada por Francesca Filbey na Faculdade de Comportamento e Ciências do Cérebro da Universidade do Cérebro nos EUA comprovou os danos do uso crônico da maconha.
Segundo a pesquisa, realizada com jovens de idade média de 29 anos, o uso de maconha 4 vezes por semana ao longo de 8 anos alteram a arquitetura e o funcionamento do cérebro. Afeta o córtex orbitoffrontal prejudicando a tomada de decisões e a motivação. O risco de desenvolver depressão e transtorno afetivo bipolar dobra, o de esquizofrenia triplica! Há ainda aumento de impulsividade, perda de crítica e redução da capacidade de organização.
O Psiquiatra Jaime Hallak, da USP de Ribeirão Preto, explica os danos do uso de maconha na adolescência, época na qual ocorre a poda neuronal - triagem das sinapses que devem ser preservadas e das que serão eliminadas - "a droga faz com que as sinapses que deveriam se fortalecer se tornem débeis e as que deveriam desaparecer ganham força".
O THC imita a ação de substancias naturalmente fabricadas pelo corpo - os endocanabidióides - nem o álcool, nem a cocaína nem o crack afetam o cérebro de modo tão intenso e por tanto tempo após a interrupção do uso.
A matéria fala ainda dos riscos associados ao uso agudo, como paranóia, quadros psicóticos, quadros de pânico e ansiedade, e conclui que a maconha é sempre uma droga.
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domingo, 14 de dezembro de 2014
A MACONHA É UMA DROGA - Veja 17 de dezembro de 2014
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Sais de Banho - droga devastadora
Com o singelo rótulo de "sais de banho", uma droga devastadora, que entrou nos Estados Unidos há cerca de um ano, disseminou-se e agora alarma médicos por causa de seus efeitos psicóticos e paranoicos. Trata-se de uma mistura de substâncias jamais testada em humanos, cuja fórmula foi banida em 28 dos 51 Estados americanos, mas ainda não tem veto do governo federal.
Em 2010, a Associação Americana de Centros de Controle de Envenenamento (AAPCC) registrou 303 pessoas atendidas em hospitais por contaminação pela droga. Esse total subiu para 3.470 no primeiro semestre deste ano.
"Se você misturar todos os piores efeitos da cocaína, do LSD, do PCP e do ecstasy terá um resultado comparável ao dos sais de banho", descreveu Mark Ryan, PhD em Farmácia e diretor do Centro de Envenenamento de Louisiana, ao Estado.
Em geral, a droga é fabricada com base em duas substâncias: a metilenodioxipirovalerona (MDPV) e a mefedrona. A primeira é uma substituta química da catinona, composto estimulante do khat, uma planta do norte da África cuja venda é ilegal nos EUA, mas usada em vários países como base de defensivos agrícolas ou repelente de insetos.
Apesar das proibições nos 28 Estados, o acesso à droga é fácil no país. Pode ser encontrada na internet, em lojas de conveniência e até entre os verdadeiros sais de banho, com sugestivos nomes: Pomba Vermelha, Seda Azul, Zoom, Nuvem Nove, Neve Oceânica, Onda Lunar, Céu de Baunilha e Furacão Charlie.
Um pacote de 50 mg custa US$ 30 (R$ 47,40), mas pode chegar a US$ 100 (R$ 158).
Usuários têm sido levados aos prontos-socorros por comportamento violento, pressão sanguínea elevada, alucinações e crises paranoicas. Geralmente, são internados no setor psiquiátrico.
Fabricação. A droga é fabricada nos EUA com base em substâncias importadas de países como a China e a Índia.
No continente europeu, a droga foi banida há cinco anos.
Em 2010, a Associação Americana de Centros de Controle de Envenenamento (AAPCC) registrou 303 pessoas atendidas em hospitais por contaminação pela droga. Esse total subiu para 3.470 no primeiro semestre deste ano.
"Se você misturar todos os piores efeitos da cocaína, do LSD, do PCP e do ecstasy terá um resultado comparável ao dos sais de banho", descreveu Mark Ryan, PhD em Farmácia e diretor do Centro de Envenenamento de Louisiana, ao Estado.
Em geral, a droga é fabricada com base em duas substâncias: a metilenodioxipirovalerona (MDPV) e a mefedrona. A primeira é uma substituta química da catinona, composto estimulante do khat, uma planta do norte da África cuja venda é ilegal nos EUA, mas usada em vários países como base de defensivos agrícolas ou repelente de insetos.
Apesar das proibições nos 28 Estados, o acesso à droga é fácil no país. Pode ser encontrada na internet, em lojas de conveniência e até entre os verdadeiros sais de banho, com sugestivos nomes: Pomba Vermelha, Seda Azul, Zoom, Nuvem Nove, Neve Oceânica, Onda Lunar, Céu de Baunilha e Furacão Charlie.
Um pacote de 50 mg custa US$ 30 (R$ 47,40), mas pode chegar a US$ 100 (R$ 158).
Usuários têm sido levados aos prontos-socorros por comportamento violento, pressão sanguínea elevada, alucinações e crises paranoicas. Geralmente, são internados no setor psiquiátrico.
Fabricação. A droga é fabricada nos EUA com base em substâncias importadas de países como a China e a Índia.
No continente europeu, a droga foi banida há cinco anos.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Oxi: nova "velha" droga!
A Polícia Federal encomendou uma série de estudos científicos sobre o oxi, variação mais barata do crack, cujo número de apreensões tem crescido nos últimos meses nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o delegado Oslain Santana, chefe do setor de Repressão a Entorpecentes da PF, os indícios mostram que o oxi não passa de uma versão fumável da pasta base de coca. Segundo o delegado, também não existe base científica para afirmar que a droga seja mais tóxica ou letal do que o crack.
“É preciso desmitificar essa história de oxi. Solicitamos um estudo científico para verificar, mas tudo leva a crer que aquilo que está sendo chamado de oxi é a pasta base de coca solidificada”, disse Santana.
Questionado se o oxi é mais tóxico ou letal do que o crack ou a cocaína, conforme afirmações feitas por especialistas nas últimas semanas, ele respondeu: “não existe comprovação científica”.As diferenças e semelhanças entre o oxi e a pasta base de coca são objeto de debate no meio policial há pelo menos seis anos. Em artigo publicado em agosto de 2005 na revista “Perícia Federal”, da Associação dos Peritos Criminais Federais, o perito Marcus Vinícius de Oliveira Andrade dizia: “No laboratório, quanto aos ensaios físico-químicos mais corriqueiros realizados para a cocaína, não há distinção clara entre aquilo que é chamado de oxi e da pasta base”.
Segundo o perito, as diferenças de odor, cor e consistência das amostras estudadas são consequência da procedência, métodos de refino e qualidade dos solventes usados na produção de cada lote apreendido.
As informações da PF derrubam outro mito a respeito do oxi, pelo qual o uso de cal virgem, querosene e gasolina na preparação, em vez do bicabornato de sódio e amoníaco do crack, tornariam a “nova” droga mais letal.
“Cal virgem, gasolina e querosene são os produtos mais usados na primeira etapa da preparação da coca”, disse o delegado.
No chamado método colombiano de refino, o mais comum, as folhas de coca são mergulhadas em uma solução de cal virgem e gasolina ou querosene. Este processo serve para extrair o alcalóide que possui o princípio ativo da droga e resulta em uma massa dura de cor ocre amarelada, a pasta base.
A segunda etapa é a purificação. Se o objetivo for a obtenção da cocaína em pó (cloridrato de cocaína), são usados solventes nobres e caros como o éter e a acetona para eliminar as impurezas e aumentar a pureza e o valor agregado da droga.
Se o objetivo for o crack, existem dois caminhos básicos. Um deles é submeter o pó de cocaína a um processo de aquecimento, resfriamento e adição de bicarbonato de sódio ou amoníaco para que o pó se transforme em pedra e possa ser fumado.Uma alternativa, mais popular e barata, é submeter a pasta base ao mesmo processo de solidificação.
A PF desconfia que os traficantes estão vendendo diretamente a pasta base, sem passar pelo processo de solidificação, para baratear o produto.
O fato de o oxi ter surgido no Acre é outro indício de que a “nova droga” é na verdade a velha pasta base. O estado não é um mercado consumidor, é uma rota do tráfico, onde há fartura de pasta base.
“Abundante na região, a pasta base não possui um preço tão elevado quanto o cloridrato de cocaína (pó) ou mesmo o crack, formas menos frequentes de serem encontradas no Acre. A pasta, bastante acessível, é a forma de cocaína consumida pelas camadas mais pobres da população. Talvez daí tenha surgido o oxi, a pasta base fumada. O nome oxi, aliás, pode ser ainda originário do fato de a pasta base encontrada na região já ter passado pelo processo de oxidação, pela ação do permanganato de potássio”, diz o artigo da revista “Perícia Federal”.
“A pasta base tem entre 40% e 50% de coca. É uma concentração alta. E pode perfeitamente ser fumada”, disse o perito criminal federal Adriano Maldaner, chefe do maior laboratório de pesquisa de entorpecentes do Brasil e responsável pelo estudo sobre o oxi.
Segundo ele, em aproximadamente duas semanas os primeiros resultados do estudo serão divulgados.
“É preciso desmitificar essa história de oxi. Solicitamos um estudo científico para verificar, mas tudo leva a crer que aquilo que está sendo chamado de oxi é a pasta base de coca solidificada”, disse Santana.
Questionado se o oxi é mais tóxico ou letal do que o crack ou a cocaína, conforme afirmações feitas por especialistas nas últimas semanas, ele respondeu: “não existe comprovação científica”.As diferenças e semelhanças entre o oxi e a pasta base de coca são objeto de debate no meio policial há pelo menos seis anos. Em artigo publicado em agosto de 2005 na revista “Perícia Federal”, da Associação dos Peritos Criminais Federais, o perito Marcus Vinícius de Oliveira Andrade dizia: “No laboratório, quanto aos ensaios físico-químicos mais corriqueiros realizados para a cocaína, não há distinção clara entre aquilo que é chamado de oxi e da pasta base”.
Segundo o perito, as diferenças de odor, cor e consistência das amostras estudadas são consequência da procedência, métodos de refino e qualidade dos solventes usados na produção de cada lote apreendido.
As informações da PF derrubam outro mito a respeito do oxi, pelo qual o uso de cal virgem, querosene e gasolina na preparação, em vez do bicabornato de sódio e amoníaco do crack, tornariam a “nova” droga mais letal.
“Cal virgem, gasolina e querosene são os produtos mais usados na primeira etapa da preparação da coca”, disse o delegado.
No chamado método colombiano de refino, o mais comum, as folhas de coca são mergulhadas em uma solução de cal virgem e gasolina ou querosene. Este processo serve para extrair o alcalóide que possui o princípio ativo da droga e resulta em uma massa dura de cor ocre amarelada, a pasta base.
A segunda etapa é a purificação. Se o objetivo for a obtenção da cocaína em pó (cloridrato de cocaína), são usados solventes nobres e caros como o éter e a acetona para eliminar as impurezas e aumentar a pureza e o valor agregado da droga.
Se o objetivo for o crack, existem dois caminhos básicos. Um deles é submeter o pó de cocaína a um processo de aquecimento, resfriamento e adição de bicarbonato de sódio ou amoníaco para que o pó se transforme em pedra e possa ser fumado.Uma alternativa, mais popular e barata, é submeter a pasta base ao mesmo processo de solidificação.
A PF desconfia que os traficantes estão vendendo diretamente a pasta base, sem passar pelo processo de solidificação, para baratear o produto.
O fato de o oxi ter surgido no Acre é outro indício de que a “nova droga” é na verdade a velha pasta base. O estado não é um mercado consumidor, é uma rota do tráfico, onde há fartura de pasta base.
“Abundante na região, a pasta base não possui um preço tão elevado quanto o cloridrato de cocaína (pó) ou mesmo o crack, formas menos frequentes de serem encontradas no Acre. A pasta, bastante acessível, é a forma de cocaína consumida pelas camadas mais pobres da população. Talvez daí tenha surgido o oxi, a pasta base fumada. O nome oxi, aliás, pode ser ainda originário do fato de a pasta base encontrada na região já ter passado pelo processo de oxidação, pela ação do permanganato de potássio”, diz o artigo da revista “Perícia Federal”.
“A pasta base tem entre 40% e 50% de coca. É uma concentração alta. E pode perfeitamente ser fumada”, disse o perito criminal federal Adriano Maldaner, chefe do maior laboratório de pesquisa de entorpecentes do Brasil e responsável pelo estudo sobre o oxi.
Segundo ele, em aproximadamente duas semanas os primeiros resultados do estudo serão divulgados.
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