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domingo, 14 de dezembro de 2014

A MACONHA É UMA DROGA - Veja 17 de dezembro de 2014

Adriana Dias Lopes assina matéria na Revista Veja de 17 de Dezembro de 2014 intitulada "A Maconha é uma Droga".

Uma pesquisa coordenada por Francesca Filbey na Faculdade de Comportamento e Ciências do Cérebro da Universidade do Cérebro nos EUA comprovou os danos do uso crônico da maconha.
Segundo a pesquisa, realizada com jovens de idade média de 29 anos, o uso de maconha 4 vezes por semana ao longo de 8 anos alteram a arquitetura e o funcionamento do cérebro. Afeta o córtex orbitoffrontal prejudicando a tomada de decisões e a motivação. O risco de desenvolver depressão e transtorno afetivo bipolar dobra, o de esquizofrenia triplica! Há ainda aumento de impulsividade, perda de crítica e redução da capacidade de organização.

O Psiquiatra Jaime Hallak, da USP de Ribeirão Preto, explica os danos do uso de maconha na adolescência, época na qual ocorre a poda neuronal - triagem das sinapses que devem ser preservadas e das que serão eliminadas - "a droga faz com que as sinapses que deveriam se fortalecer se tornem débeis e as que deveriam desaparecer ganham força".

O THC imita a ação de substancias naturalmente fabricadas pelo corpo - os endocanabidióides - nem o álcool, nem a cocaína nem o crack afetam o cérebro de modo tão intenso e por tanto tempo após a interrupção do uso.

A matéria fala ainda dos riscos associados ao uso agudo, como paranóia, quadros psicóticos, quadros de pânico e ansiedade, e conclui que a maconha é sempre uma droga.

domingo, 25 de novembro de 2012

DEPRESSÃO - A PROMESSA DE CURA

A matéria de capa de Veja de 28 de Novembro de 2012, sensacionalista como sempre, traz esperança de cura para a depressão com uso de cetamina.

A cetamina é um potente anestésico,utilizado inclusive em cavalos, desenvolvida para feridos na Guerra do Vietnã.

A cetamina age no hipocampo e córtex pré-frontal, que são áreas do cérebro associadas ao humor e cognição (memória e aprendizado). Regula o glutamato, neurotransmissor de ação excitatória. A cetamina interrompe a degeneração das sinapses e estimula a formação de outras ao equilibrar os níveis de glutamato.

A cetamina seria aplicada em ambiente hospitalar, com acompanhamento de um anestesiologista, por veia, durante cerca de 40 minutos.

Indicação: pacientes que não respondem a outros tratamentos.

A matéria fala sobre o impacto da depressão na vida das pessoas, diz o que já estamos cansados de saber, e não fala nada sobre risco de dependencia de quetamina! Foi extrememente superficial aofalar dos efeitos colaterais!

Não mencionou que os pacientes que utilizam o SUS muitas vezes ficam sem seus antidepressivos porque o "postinho" não tem! Que falta Anestesiologista no Brasil até para cirurgias graves de emergência, como dispor de um durante os 40 minutos da aplicação da cetamina?

Veja cria uma falsa expectativa nos portadores de depressão, mais uma vez!

Quanto ao tratamento por estimulação cerebral profunda, quem tem acesso?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Champix (Vareniclina) pode causar depressão e tentativa de suicídio?

A vareniclina, comercializada com o nome de champix, autorizada em quase 90 países e usada por cerca de sete milhões de americanos, é alvo de ações na justiça por fumantes que tentam abandonar o vício.

Um juiz federal do Estado de Alabama analisa o grande número de ações contra a Pfizer apresentadas por familiares ou antigos usuários do Champix. O promotor Ernest Cory acusou a Pfizer de negligência por introduzir o Champix no mercado americano em 2006, baseado em queixas de usuários sobre "problemas neuropsicológicos", incluindo "suicídios, tentativas de suicídio, desmaios e crises de depressão".


Segundo Cory, mais de 100 usuários do Champix cometeram suicídio e a Pfizer corre o risco de enfrentar cerca de mil ações na justiça, a maior parte ligada a suicídio ou tentativa.

Victoria Davis, porta-voz da Pfizer, rejeitou as acusações e garantiu que o laboratório "age com responsabilidade (...). Champix é um tratamento eficiente para numerosos fumantes que querem parar e vamos defender este medicamento útil".

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

INTERNET E DEPRESSÃO

Quem passa muito tempo na Internet tem mais propensão a apresentar sintomas de depressão, disseram cientistas britânicos. Não está claro, no entanto, se a Internet causa depressão ou se a rede atrai os deprimidos.Alguns internautas desenvolvem uma compulsão na qual substituem a interação da vida real por salas de bate-papo e sites de relacionamento social.

"Este estudo reforça a especulação pública de que o excesso de engajamento em sites que servem para substituir a função social normal poderia levar a transtornos psicológicos correlatos, como depressão e dependência", disse a principal autora do estudo, Catriona Morrison, em artigo na revista Psychopathology. "Este tipo de 'surfe aditivo' pode ter um sério impacto sobre a saúde mental."

Entre 1.319 britânicos de 16 a 51 anos de idade, 1,2% eram viciados em internet. Esses dependentes passavam proporcionalmente mais tempo em sites com conteúdo sexual, de games ou de comunidades online. Tinham também uma incidência maior de depressão moderada ou severa do que a média dos usuários normais. Embora o porcentual de 1,2% de dependentes da Internet seja "pequeno", representa o dobro da incidência dos viciados em jogo na Grã-Bretanha, que é de cerca de 0,6%.