Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador ADOLESCENTES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ADOLESCENTES. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

EPTV Campinas - Maior parte dos crimes em Campinas está relacionada ao tráfico


 

Furtos e latrocínios estão relacionados com estatística, segundo a Dise.
Foram registradas 589 prisões ou apreensões de entorpecentes até junho.

A médica psiquiatra, especialista em dependência química, Débora Christina Ribas D'Ávila afirma que o uso de drogas retira do usuário o senso crítico. "A pessoa não tem mais a capacidade de avaliar o que é correto ou errado", explica.

A maior parte dos crimes de furto e latrocínio cometidos em Campinas (SP) está relacionada ao tráfico ou ao consumo de drogas, segundo as investigações da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Os casos de prisões ou apreensões envolvendo entorpecentes aumentaram 25% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP).
O balanço mostra que até junho foram registradas 589 ocorrências e em 2011, 469 casos. Segundo o delegado da Dise, Oswaldo Diez, a estatística não revela se houve aumento ou diminuição real no tráfico. "O que temos como parâmetro é que houve aumento de prisões e apreensões", afirma.
saiba mais.
Segundo a SSP-SP, as drogas mais relacionadas à criminalidade são a cocaína e o crack. "Em decorrência da droga, o usuário pode cometer um crime banal como furto de veículos ou gravíssimo como latrocínio", diz. Os indicadores da criminalidade de veículos levados por criminosos aumentaram 9%, sendo 2.723 casos no semestre, e de latrocínio 300%, como os registros de quatro ocorrências.

EPTV Campinas - Registros de jovens envolvidos com tráfico crescem 7,6% em Campinas

 

Delegacia de Infância e Juventude soma 127 casos de janeiro a agosto.
Drogas mais consumidas pelos jovens são maconha, crack e cocaína.


O número de ocorrências por tráfico de drogas envolvendo crianças e adolescentes em Campinas (SP) cresceu 7,6% nos primeiros oito meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2011, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A Delegacia de Infância e Juventude (Diju) registrou 127 casos neste ano, contra 118 no ano passado.

Segundo a Polícia Civil, as drogas mais consumidas pelos jovens são maconha, crack e cocaína. O delegado da Diju, Carlos Simionato, explica que as ações para coibir o crime são realizadas com frequência em locais próximos às escolas, mas admite dificuldades. "A Polícia Militar e a Guarda Municipal fazem um trabalho incansável. Os locais são numerosos, distantes e obviamente o usuário, convivendo ali diariamente, ele percebe quando há ronda escolar, que a coisa fica mais frágil", diz o delegado. No município, os registros por tráfico de drogas, de todos os tipos, cresceram 15% em Campinas - passou de 669 para 773 prisões ou apreensões.

Para Simionato, as famílias devem atuar de forma mais vigilante para auxiliar no combate ao crime. "Nós precisaríamos fazer um trabalho preventivo em todos os níveis sociais, mas principalmente focado na família. É preciso tomar conta dos seus filhos, saber o que ele está fazendo, onde está arrumando dinheiro e repreender", aponta o delegado.

Danos e prevenção

 A psiquiatra Débora Christina Ribas D'Ávila alerta sobre o risco de comprometimento do aprendizado das crianças e adolescentes, caso um dos alunos do grupo faça uso de entorpecentes.

"Isso começa a banalizar o uso de drogas, pois as crianças que estão em sala de aula, e não fizeram uso ainda, começam a perceber que alguns colegas entram alterados para assistir a aula. Essa mudança tira desses colegas a angústia, preocupação, medo de não se sentir incluído no grupo", explica a médica.

Outro lado

 O Conselho Tutelar diz que desenvolve programas de prevenção às drogas. A Secretaria de Educação afirma ter solicitado reforço da PM e orientado a Diretoria Regional de Ensino para que a escola estadual citada na reportagem intensifique as ações de conscientização.

EPTV Campinas - Psiquiatra explica quais as reações do corpo durante um sequestro


Reações do corpo

A psiquiatra Debora Christina Ribas D'Ávila explica que o corpo humano, durante situações em que é exposto a situações de risco, produz adrenalina e cortizol em maior concentração. "São esses hormônios que farão com que o cérebro funcione muito rápido, para que a gente consiga pensar em várias coisas em pouco tempo, ative nossa memória de situações parecidas no passado e programe um comportamento".

A violência provoca traumas que a maioria das vítimas não consegue esquecer. Um estudante de Campinas (SP), que prefere não se identificar, recorda os momentos que passou ao lado de criminosos durante um sequestro relâmpago.
"É um filme de suspense que passa dentro da sua cabeça. Você fica ali nas mãos do sequestrador. E várias pessoas passando ao seu lado no carro e levando a vida normal. Você fica sem saber o que fazer, é uma sensação que não quero passar nunca mais", conta o estudante. Ele ficou em poder dos ladrões durante 30 minutos

Outra vítima, que também teme em expor o rosto, foi rendida por três pessoas e teve que dirigir enquanto os agressores praticavam assaltos. "Pensava na minha família, nos meus filhos, netos. Pensei que dali não sairia vivo".



domingo, 28 de outubro de 2012

revista Veja 31/10/2012: MACONHA

"AS NOVAS DESCOBERTAS DA MEDICINA CORTAM O BARATO DE QUEM ACHA QUE ELA NÃO FAZ MAL"

A matéria é capa da revista Veja de 31/10/2012, por Adriana Dias Lopes e mostra que o atual liberalismo está em descompasso com as pesquisas Medicas.

Treze Universidades respeitadas, entre elas Duke (EUA) e Otago (Nova Zelandia) acompanharam 1000 voluntários de 13 anos ao logo de 25 anos. Os adolescentes que mantiveram o hábito de fumar até a idade adulta tiveram queda de 8 pontos na escala de QI, apresentaram memória, atenção e raciocínio rápido prejudicado, o que impede o usuário de atingir toda a sua capacidade.

O Instituto de Saúde Pública da Suécia acompanhou 50.000 pessoas durante 35 anos. Perceberam que pessoas SEM antecedentes genéticos para doença mental apresentam mais chance de desenvolver esquizofrenia e depressão quando existe uso de maconha na adolescencia.

Como a cannabis age no cérebro de modo similar ao endocanabióides (produzidos pelo organismo) ela se liga a um numero muito maior de receptores do que o álcool, a cocaína, o crack e outras drogas. Mesmo após o uso a maconha deixa danos nas sinapses.

Na adolescencia ocorre a "poda neuronal" - triagem das conexoes que devem ser preservadas e as que dévem ser eliminadas para o resto da vida. O uso de maconha faz com que essa poda seja desorganizada, eliminando sinapses importantes.

domingo, 6 de maio de 2012

Virada Cultural 2012 - overdose e morte

As primeiras horas da Virada Cultural 2012 tiveram prisões por furto, roubo e tráfico de drogas, de acordo com informações da Polícia Militar (PM), e também houve o registro da morte de uma adolescente por overdose de cocaína nesta madrugada. O evento começou às 18h de sábado e tem o término previsto para o mesmo horário de domingo.

As primeiras horas da Virada Cultural 2012 foram marcadas por tumultos e confusões. Em diferentes horários e locais, atrações foram prejudicadas por brigas, empurra-empurra e falta de estrutura para atender ao grande número de pessoas.
A aguardada galinhada do premiado chef de cozinha Alex Atala foi um dos exemplos. Programada para a meia noite deste domingo, no Minhocão, a distribuição do prato foi prejudicada por um tumulto generalizado. A confusão foi formada após a invasão de pessoas que estavam sem a senha. Para piorar, os cozinheiros contaram que estavam sem estrutura, faltava energia para esquentar o alimento e a água teve de ser buscada em um comércio próximo ao evento.
Devido ao tumulto, Atala não conseguiu comparecer ao evento e o prato foi distribuído bem depois do horário combinado.
Show
Já o show da banda Mutantes, realizado na madrugada deste domingo, foi marcado por um princípio de tumulto na plateia que se apertava para acompanhar a apresentação. O público teve dificuldade em passar pelo lado esquerdo do palco, o que provocou empurra-empurra e a derrubada de algumas grades de proteção. Para conter a confusão, os seguranças ameaçaram as pessoas com "máquinas" de choque.
Sérgio Dias, vocalista e fundador do Mutantes, reclamou da má qualidade do som e do volume dos instrumentos. O problema de circulação de pessoas também ocorreu no show da Nadeah, no palco XV de Novembro.
Elis Regina
Enquanto Diogo Poças e Luciana Alves cantavam Brigas Nunca Mais em show que homenageava Elis Regina, cerca de 100 adolescentes começaram uma briga do lado direito do palco Boulevard São João.
O público, assustado, invadiu a área VIP do palco, derrubando as barreiras de proteção, enquanto os jovens corriam para o Vale do Anhangabaú destruindo tudo o que viam pela frente, como lixeiras e banheiros químicos. Não se sabe ao certo o que iniciou a briga, mas, segundo relatos, a confusão teve início após um empurra-empurra.
O cantor, Diogo Poças, mandou parar a música e disse: "Porra, a gente cantando a música Brigas Nunca Mais e vocês fazem uma coisa dessas? Viva Tom Jobim, não essa merda!".
Poucos minutos depois, uma nova briga ocorreu na esquina das ruas XV de Novembro e João Brícola, mas foi apartada.
Bebida alcoólica
Apesar da proibição da venda de bebidas alcoólicas durante a Virada, ambulantes ofereciam cerveja desde o começo do evento no palco montado no Vale do Anhangabaú.
A proibição ocorre desde 2011, quando mais de mil guardas-civis metropolitanos e 2 mil policiais militares, além de fazerem a segurança da Virada, começaram a atuar na fiscalização.
Neste ano, a Prefeitura prometeu uma fiscalização mais dura em relação aos "vinhos químicos" que, segundo o Instituto Adolpho Lutz, que analisou a bebida, possui 96% de álcool em sua composição.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Blitz antiálcool para menores aplica multa de R$ 2,6 mil em Bar na Rua Augusta em SP

Rafael Oliveira - G1 São Paulo

A blitz contra a venda de bebida alcoólica a menores e a presença de menores bebendo aplicou a primeira multa a um estabelecimento comercial em São Paulo à 1h30 deste sábado (19).

Um bar da Rua Augusta, região central da capital, foi autuado pela Vigilância Sanitária do Estado por misturar em uma geladeira que fica à disposição dos clientes garrafas e latas de bebidas alcoólicas com refrigerantes, sucos e águas. Segundo a nova lei, é obrigatório manter os produtos alcoólicos em locais separados dos não alcoólicos.


A dona do estabelecimento, Risalva Silva Cruz, disse que não tinha conhecimento total das novas regras. "Eu soube que a bebida alcoólica pode estar na geladeira com o refrigerante, mas que nenhum cliente poderia abrir a geladeira, e sim a gente ir até a geladeira e tirar a bebida", disse. O valor da multa aplicada, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, é de R$ 2,6 mil.

O governador Geraldo Alckmin esteve na região da Rua Augusta momentos antes do início das fiscalizações. Para ele, a adesão dos comercianter será rápida e o foco é prevenir um problema de saúde pública no estado. "Eu acho que rapidamente os comerciantes vão ficar atentos. O objetivo da lei representa menos acidentes, menos perdas de vidas, e isso vai expor menos os jovem a outras drogas, ao risco de dependência química", afirmou.

O estabelecimento que descumprir a lei e for autuado duas vezes tem que fechar as portas por 15 dias. Na terceira vez, a punição é maior: não pode funcionar por 30 dias. Na quarta, o local será fechado e o dono perderá a licença. As multas vão de R$ 1.745 a R$ 87.250.

A nova lei também já causou mudança no comportamento de alguns comércios. Preocupado com o bem-estar dos clientes, o dono de uma pizzaria treinou seus funcionários para agirem corretamente durante uma eventual abordagem para solicitar a identidade.

A lei já existia e era proibido vender bebida para um menor de idade. A diferença é que ela ficou mais rigorosa. Por exemplo: se um menor comprar ou consumir bebida alcoólica em um estabelecimento, mesmo que ela tenha sido comprada por um adulto, o proprietário do lugar será responsabilizado.


Cerca de 200 fiscais participaram das blitzes na região metropolitana de São Paulo. Outros 300 agentes também vistoriaram estabelecimentos em todo o Estado. O objetivo do governo é treinar mais 4 mil fiscais durante o ano que vem.

Até sexta-feira (18), o trabalho era de orientação. Os agentes explicaram o que podia e o que não podia no comércio de bebidas alcoólicas. Entre os estabelecimentos estão os bares, restaurantes, postos de gasolina, padarias e supermercado.

Quem souber de algum lugar que venda ou permita o consumo de bebida alcoólica por menores pode ligar no: 0800 771 3541.

sábado, 28 de maio de 2011

INTERNAÇÃO OBRIGATÓRIA PARA MENORES NO R.J.

A partir da próxima segunda-feira (30), todas as crianças e adolescentes recolhidos nas ruas da cidade do Rio de Janeiro e que sejam comprovadamente dependentes químicos, principalmente de crack, serão obrigados a se tratar. A medida será publicada no Diário Oficial.

Até então, a Secretaria Municipal de Assistência Social entedia que obrigar os menores a se tratar constituiria crime de cárcere privado. Após entendimento com o Ministério Público e a Vara da Infância e Juventude, a interpretação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) mudou, conforme explica o secretário Rodrigo Bethlem:

- O estatuto define alguns direitos para as crianças e adolescentes. O maior deles é o direito à vida e à integridade física. Na medida em que essas crianças estão nas ruas consumindo drogas e isso pode levá-las a morte, com uma ausência nítida da família, o poder público tem não só o direito, mas o dever de intervir.



O secretário afirmou que a prefeitura possui 60 vagas exclusivas para tratar menores dependentes químicos, mas que esse número vai subir para 130.


Os critérios para decidir quem precisa de internação serão clínicos, segundo o secretário. Serão feitos exames e avaliações médicas e psicológicas que vão verificar quem deve ou não ser submetido à internação.

Caso a família de um desses jovens queira impedir a internação dele, a secretaria, com apoio do Conselho Tutelar e da Vara da Infância, vai avaliar se a família tem condições de cuidar do menor ou não. Caso não tenha, ele será internado.




quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tabagismo

Uma pesquisa liderada pela Universidade Yale (Connecticut, EUA) afirma que o fator psicológico, no combate ao vício do tabaco, tem uma influência maior do que imaginamos.

Tudo se resume, segundo eles, em saber quais áreas do cérebro trabalhar para atingir o objetivo de largar o cigarro.

Os cientistas observaram os cérebros de fumantes a partir de Ressonância Magnética. Enquanto estavam sob o exame, os participantes eram expostos a imagens de cigarro e comida. Quando os pacientes tentavam resistir ao seu objeto de desejo, o cérebro mostrava intensa atividade em certas áreas e parava em outras, ou seja, é possível criar atividades para atacar o problema na raiz.

Já existe, na psicologia, uma técnica cerebral para ajudar os fumantes a combater o vício. Chamada de Terapia Cognitivo-comportamental, ela obtinha relativo sucesso no tratamento dos pacientes, mas com um problema: eles não sabiam qual era a área do cérebro responsável pelas mudanças no vício, apenas combatiam o problema. Agora, a “receita cerebral” para o fim do vício foi descoberta: o Lobo Frontal aumenta a atividade, o Corpo Estriado diminui na mesma proporção, e então o desejo se apaga.

Isso foi descoberto da seguinte maneira: os investigadores apresentaram, a 21 fumantes, imagens de cigarros e alimentos, e orientaram os pacientes a pensar nas consequências negativas de seus vícios em longo prazo, e que fizessem força mental para resistir às suas vontades. A todas as reações, as áreas do cérebro eram mapeadas ao mesmo tempo.

Os fumantes tinham desejo pelo cigarro mais forte do que aos alimentos, mas o trabalho mental que eles fizeram reduziu ambos os desejos na mesma proporção: cerca de um terço. Essa foi a redução mostrada no Corpo Estriado, o setor do cérebro responsável pelos vícios.

O Corpo Estriado, localizado na parte inferior do cérebro, próximo ao tálamo, é um dos núcleos (ou gânglios) da base cerebral, e está conectado com as demais áreas. Ele está relacionado, grosso modo, às reações de “se acostumar” com as coisas, inclusive às coisas ruins, como o vício em cigarro.

Assim que os participantes resistiam com sucesso à tentação do cigarro, aumentava o fluxo sanguíneo e a atividade no Lobo Frontal. Essa área é estimulada em situações de resistência, de negação a algo que o corpo demanda.

O desafio dos psiquiatras, agora, é trabalhar em atividades mentais que facilitem esse caminho para os viciados: ativação do Lobo Frontal combinada à inatividade do Corpo Estriado.

Reino Unido proíbe a exposição de maços de cigarro nas lojas



02 de Outubro de 2011 - Terra Notícias


O Reino Unido redobra seus esforços para reduzir o consumo do tabaco a partir deste sábado proibindo a exposição dos maços de cigarro nas lojas bem como a venda em máquinas automáticas semelhantes às de refrigerante, como é comum no país. Espera-se que a nova medida diminua a taxa de fumantes dos atuais 21,2% da população para 18,5% até 2015.

O governo britânico já havia anunciado em março que iria traçar estratégias de controle ao tabagismo, principalmente para evitar o vício em adolescentes e em grávidas. Na Inglaterra, desde julho de 2007, está proibido fumar em locais públicos fechados e no trabalho, uma lei que foi implantada na Irlanda em março de 2004, na Escócia em março de 2006 e em Gales em abril de 2007.

Para dissuadir o cidadão de fumar, os cigarros e outros produtos relacionados deverão ser recolhidos a partir de sábado das prateleiras das grandes lojas permanecendo apenas atrás dos balcões e, a partir de 2013, também dos quiosques das lojas pequenas.

Serão proibidas também as máquinas automáticas de venda de cigarros, por permitirem o acesso de menores de idade ao fumo. Segundo uma pesquisa divulgada pela BBC, 10% dos fumantes com idades entre 11 e 15 anos compram seus cigarros nas máquinas, frente a 1% dos demais fumantes.

Enquanto na Inglaterra os pubs, clubes, discotecas e restaurantes adeptos a esse tipos de venda serão multados em 2.875 euros, o País de Gales adiou a proibição até fevereiro de 2012. Contudo, o governo galês confirmou seu compromisso com a nova lei, alegando dificuldades logísticas para justificar o atraso na implementação.

Nesta guerra ao consumo tabagista, serão vetadas ainda as exibições de anúncios e imagens desse produto nas máquinas vendedoras de varejo em geral. Tudo para tentar dissuadir o fumante, que gasta atualmente em torno de 8 euros por maço de 20 cigarros, preço que varia de acordo com a região e com o local de venda.

Apesar do elevado custo em comparação aos outros países (na Espanha, por exemplo, o mesmo maço custa 3,5 euros), que se explica pelos impostos, o Reino Unido conta com 10 milhões de fumantes, conforme os dados mais recentes da organização londrina World Cancer Research Fund. Os impostos sobre o tabaco subiram em março de 2% acima do Índice de Preços do Varejo (RPI), até 7%.

Uma polêmica consulta está nos planos do governo questionando a possibilidade da obrigatoriedade dos fabricantes de empacotar os cigarros em maços sem rótulo. Caso essa pratica seja adotada, o Reino Unido será o primeiro país a ter essa lei. A ideia de proibir a exposição de maços de cigarros ao público partiu do governo anterior trabalhista. O projeto foi revisado pelo atual governo, sendo muito bem recebido pelo setor de saúde.

Para a diretora de comunicação da British Heart Foundation, Betty McBride, "as políticas efetivas que protegem as pessoas desse perigoso hábito podem, e já o fazem, salvar vidas" disse para a revista especializada The Lancet. "Os fumantes têm quase o dobro de probabilidades de sofrer um ataque ao coração do que aqueles que nunca tocaram em um cigarro", lembrou Betty.

Curiosamente, uma recente pesquisa do YouGov revela que 47% dos britânicos fumantes apoiam a nova norma, contra 38% que se opõe.


Proibir cigarro em locais públicos não aumenta fumo em casa

Um estudo feito em cinco países europeus (Irlanda, França, Alemanha, Holanda e Grã-Bretanha) mostrou que a proibição de tabagismo em locais públicos não fez com que as pessoas fumassem mais em casa. A pesquisa contou com a participação de 4.634 fumantes e foi feita em duas fases: antes e depois da legislação restritiva entrar em vigor.

Em vez de as pessoas fumarem mais em casa para compensar, muitas largaram o cigarro de vez. Na Irlanda, 25% dos entrevistados deixaram de fumar em casa após a implantação das leis. Na França a taxa foi de 17%, na Alemanha 38%, na Holanda 28% e na Grã-Bretanha 22%. Antes da proibição, a maioria dos fumantes já restringia o fumo em casa, principalmente aqueles que queriam parar de fumar ou que tinham acabado de ter um filho, por exemplo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

EPTV - Crack prejudica desenvolvimento de crianças

Reportagem da EPTV acompanhou jovens e adolescentes que consomem crack no centro de Campinas



11/03/2010 - 14:17

EPTV

O crack é a droga mais agressiva que existe hoje no Brasil. A afirmação é baseada nos efeitos que o consumo da droga causa no corpo do usuário. A psiquiatra Débora Ribas D'Ávila, a droga é muito quente e, à medida que é consumido, queima os dedos, a boca e o pulmão.

Durante vários dias, a reportagem da EPTV acompanhou o comportamento de jovens e adolescentes que consomem crack no centro de Campinas. Em uma imagem gravada, um menino sentado em uma praça fuma a pedra e em segundos começa a se agitar. Depois que o crack é queimado, a fumaça da cocaína presente na droga passa pelo pulmão, cai na circulação e atinge o sistema nervoso central. No cérebro, aumenta a quantidade da sustância dopamina, que dá uma sensação maior de euforia e poder. A coordenação motora diminui e altera os sentidos da audição, do paladar e do olfato.

De acordo com os médicos, esse caminho que o crack percorre no organismo ocorre em apenas dez segundos. Além de afetar os sentidos, o crack provoca uma sensação de prazer que não é comparada a nenhuma outra atividade, inclusive o sexo e por isso a dependência pode ocorrer na primeira vez, quando a pessoa experimenta a droga.

Uma vez ingerido, o crack já pode provocar vários problemas de saúde, explica a psiquiatra. A especialista diz ainda que no caso das crianças, as consequências podem ser irreversíveis, que que prejudica o desenvolvimento cerebral.

No caso de mulheres grávidas, o efeito não atinge apenas a mãe, explica a médica. A criança já nasce dependente, com dificuldades para mamar, além de ter irritação de humor e problemas durante o crescimento.

Mas apesar da agressividade do crack, a psiquiatra reforça que o tratamento é possível, dependendo somente da intenção da pessoa de se recuperar.