A revista Veja São Paulo de 17 de Dezembro de 2014 Traz a matéria "TERAPIA POLÊMICA: DROGA ALUCINÓGENA EXTRAÍDA DA RAIZ DE UMA PLANTA AFRICANA É USADA POR PAULISTANOS PARA SE LIVRAREM DO VÍCIO DA COCAÍNA, DO CRACK E DA HEROÍNA", de Aretha Yarak.
A matéria conta que a ibogaína, extraída da raiz da iboga (chá ou em cápsulas), tem um efeito alucinógeno utilizado para aliviar sintomas de abstinência. O transe (dura de 24 a 36 horas) pode ser fatal por reduzir muito a frequencia cardíaca. A substância não é aprovada no Brasil, mas pode ser comercializada no Canadá, Nova Zelândia, México e na maioria dos países da América Central.
Algumas contra-indicações são pacientes com quadros psicóticos, com problemas no fígado e coração e uso de antidepressivos.
Sua ação no cérebro ainda é incerta.
Um estudo da Unifesp mostrou abandono de consumo de cocaína , maconha, crack e álcool de 61% , mas a Psiquiatra Ana Cecília Marques da ABEAD (Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas), afirma que "são necessários anos de pesquisas para confirmar os dados, mesmo que as primeiras evidências apontem para resultados positivos".
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domingo, 14 de dezembro de 2014
IBOGAÍNA - TERAPIA POLEMICA
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domingo, 31 de março de 2013
CASAGRANDE- BIOGRAFIA
Walter Casagrande Júnior , ex-craque do Corinthians, comentarista de futebol da Rede Globo, na bigrafia Casagrande e Seus Demônios (Globo Livros; 248 páginas), descreve os abusos impostos pelo ex-jogador ao seu organismo. A biografia tem como tema central o envolvimento com as drogas.
O livro remete o tempo inteiro à pergunta: como Casão ainda está vivo?
“Eu tinha essa visão de que iria morrer antes dos 30 e me empenhei ao máximo para tornar isso realidade. Tudo o que fiz na minha vida até 2007 foi nessa direção”, confessa. “Graças a Deus não consegui.”
Casão deixou a clínica em outubro de 2008 uma pessoa circunspecta e recolhida. Esse traço persiste até hoje. “Faz cinco anos que deixei a internação e ainda não consegui me desligar do isolamento”, comenta. “Quando volto da rua para casa, fico por lá mesmo.” Ele delimitou uma zona de conforto para suas saídas, que inclui pouquíssimos lugares e amigos. Não namora sério há cinco anos. “Seria muito egoísmo de minha parte, pois ainda não sou uma pessoa bem resolvida”, justifica. Procura estar semanalmente com os filhos e almoça aos domingos com os pais. “Ele adora o meu macarrão com frango, um pouco de costela e batatas, tudo assado na mesma fôrma”, diz dona Zilda. “Mas o almoço do Waltinho é vapt-vupt. Ele come, sai da mesa e vai embora.”
Em seu dia a dia, é permanentemente acompanhado por três psicólogas, que se revezam nos cuidados. Fazem compras no supermercado, vão com ele ao banco e a eventuais reuniões e se encarregam de cada detalhe de sua vida. “Elas são meus anjos da guarda”, define o comentarista. “Até porque esta é a primeira vez na vida que estou morando sozinho.
MEMÓRIAS DO FUNDO DO POÇO
Trechos do livro com algumas das principais confissões e revelações do ex-atacante
OVERDOSE NA PRESENÇA DO FILHO
Furtivamente e com pressa, Casão injetou 1 ml de “speed” (mistura de cocaína e heroína), na veia. Só se esqueceu de um detalhe importante: aquela quantidade equivalia a duas doses. (...) “Quando fechei o zíper, em frente ao espelho, houve uma explosão em meu peito. Explodiu mesmo: bummmm... E eu voei. Saí cerca de 1 metro do solo, bati contra a parede e caí no chão.” (...) Entretido com o computador, Leonardo ouviu o som da queda e tomou um susto. Veio correndo e bateu na porta: “Pai, pai, o que está acontecendo?”
A TENTATIVA DE “FUGIR” DA CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO
A resistência ao tratamento durou quatro meses. (...) Em dado momento, resolveu jogar pesado: “Parei de pagar a mensalidade na tentativa de ser mandado embora.” Recusando-se a assinar o cheque, completou dois meses de inadimplência. E foi assim que um dos psicólogos que cuidavam dele o chamou para uma reunião: “Você vai sair daqui, continuar naquele ciclo vicioso e, em breve, regressar para cá? Ou vai se tratar até receber alta e ter uma vida normal lá fora?”
ATUAÇÕES NA EUROPA COM ADITIVOS QUÍMICOS
Lá, pela primeira vez na carreira, e a contragosto, se dopou para melhorar o rendimento. (...) “Em geral, injetavam Pervitin no músculo. De imediato, a pulsação ficava acelerada, o corpo superquente, com alongamento máximo dos músculos. Podia-se levantar totalmente a perna, a gente virava bailarina. Isso realmente melhorava o desempenho, o jogador não desistia de nenhuma bola. Cansaço? Esquece... Se fosse preciso, dava para jogar três partidas seguidas.”
LIÇÕES DE VIDA
“Quero alertar sobre o perigo de alguém se tornar dependente, é um terreno pantanoso, sem dúvida. Mas nem todos irão passar, necessariamente, pelos mesmos tormentos que eu vivi. Meu caso é extremo. Usei drogas injetáveis, uma roleta-russa em que nunca se sabe qual será a consequência.”
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
EPTV Campinas - Maior parte dos crimes em Campinas está relacionada ao tráfico
Furtos e latrocínios estão relacionados com estatística, segundo a Dise.
Foram registradas 589 prisões ou apreensões de entorpecentes até junho.
A médica psiquiatra, especialista em dependência química, Débora Christina Ribas D'Ávila afirma que o uso de drogas retira do usuário o senso crítico. "A pessoa não tem mais a capacidade de avaliar o que é correto ou errado", explica.A maior parte dos crimes de furto e latrocínio cometidos em Campinas (SP) está relacionada ao tráfico ou ao consumo de drogas, segundo as investigações da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Os casos de prisões ou apreensões envolvendo entorpecentes aumentaram 25% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP).
O balanço mostra que até junho foram registradas 589 ocorrências e em 2011, 469 casos. Segundo o delegado da Dise, Oswaldo Diez, a estatística não revela se houve aumento ou diminuição real no tráfico. "O que temos como parâmetro é que houve aumento de prisões e apreensões", afirma.
saiba mais.
Segundo a SSP-SP, as drogas mais relacionadas à criminalidade são a cocaína e o crack. "Em decorrência da droga, o usuário pode cometer um crime banal como furto de veículos ou gravíssimo como latrocínio", diz. Os indicadores da criminalidade de veículos levados por criminosos aumentaram 9%, sendo 2.723 casos no semestre, e de latrocínio 300%, como os registros de quatro ocorrências.
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EPTV Campinas - Registros de jovens envolvidos com tráfico crescem 7,6% em Campinas
Delegacia de Infância e Juventude soma 127 casos de janeiro a agosto.
Drogas mais consumidas pelos jovens são maconha, crack e cocaína.
O número de ocorrências por tráfico de drogas envolvendo crianças e adolescentes em Campinas (SP) cresceu 7,6% nos primeiros oito meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2011, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A Delegacia de Infância e Juventude (Diju) registrou 127 casos neste ano, contra 118 no ano passado.
Segundo a Polícia Civil, as drogas mais consumidas pelos jovens são maconha, crack e cocaína. O delegado da Diju, Carlos Simionato, explica que as ações para coibir o crime são realizadas com frequência em locais próximos às escolas, mas admite dificuldades. "A Polícia Militar e a Guarda Municipal fazem um trabalho incansável. Os locais são numerosos, distantes e obviamente o usuário, convivendo ali diariamente, ele percebe quando há ronda escolar, que a coisa fica mais frágil", diz o delegado. No município, os registros por tráfico de drogas, de todos os tipos, cresceram 15% em Campinas - passou de 669 para 773 prisões ou apreensões.
Para Simionato, as famílias devem atuar de forma mais vigilante para auxiliar no combate ao crime. "Nós precisaríamos fazer um trabalho preventivo em todos os níveis sociais, mas principalmente focado na família. É preciso tomar conta dos seus filhos, saber o que ele está fazendo, onde está arrumando dinheiro e repreender", aponta o delegado.
Danos e prevenção
A psiquiatra Débora Christina Ribas D'Ávila alerta sobre o risco de comprometimento do aprendizado das crianças e adolescentes, caso um dos alunos do grupo faça uso de entorpecentes.
"Isso começa a banalizar o uso de drogas, pois as crianças que estão em sala de aula, e não fizeram uso ainda, começam a perceber que alguns colegas entram alterados para assistir a aula. Essa mudança tira desses colegas a angústia, preocupação, medo de não se sentir incluído no grupo", explica a médica.
Outro lado
O Conselho Tutelar diz que desenvolve programas de prevenção às drogas. A Secretaria de Educação afirma ter solicitado reforço da PM e orientado a Diretoria Regional de Ensino para que a escola estadual citada na reportagem intensifique as ações de conscientização.
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EPTV Campinas - Psiquiatra explica quais as reações do corpo durante um sequestro
Reações do corpo
A psiquiatra Debora Christina Ribas D'Ávila explica que o corpo humano, durante situações em que é exposto a situações de risco, produz adrenalina e cortizol em maior concentração. "São esses hormônios que farão com que o cérebro funcione muito rápido, para que a gente consiga pensar em várias coisas em pouco tempo, ative nossa memória de situações parecidas no passado e programe um comportamento".
A violência provoca traumas que a maioria das vítimas não consegue esquecer. Um estudante de Campinas (SP), que prefere não se identificar, recorda os momentos que passou ao lado de criminosos durante um sequestro relâmpago.
"É um filme de suspense que passa dentro da sua cabeça. Você fica ali nas mãos do sequestrador. E várias pessoas passando ao seu lado no carro e levando a vida normal. Você fica sem saber o que fazer, é uma sensação que não quero passar nunca mais", conta o estudante. Ele ficou em poder dos ladrões durante 30 minutos
Outra vítima, que também teme em expor o rosto, foi rendida por três pessoas e teve que dirigir enquanto os agressores praticavam assaltos. "Pensava na minha família, nos meus filhos, netos. Pensei que dali não sairia vivo".
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Um quinto dos jovens nem estuda, nem trabalha, nem busca emprego
| Um quinto dos jovens nem estuda, nem trabalha, nem busca emprego |
O Globo.com
São 5,3 milhões os brasileiros entre 18 e 25 anos que estão fora da educação formal e do mercado de trabalho.
RIO e SÃO PAULO — Para Letícia Protásio, “os dias passam devagar”. “Sobra tempo para ver as coisas do bebê”. Sobra tempo porque a jovem de 20 anos não está estudando, tampouco trabalha, e muito menos procura emprego (“Quem vai empregar uma grávida?”). Ela é um dos 5,3 milhões de jovens, entre 18 e 25 anos, que estão fora da educação formal e do mercado de trabalho — quase a população da Dinamarca. Um problema que atinge um em cada cinco jovens (ou 19,5% dos 27,3 milhões de pessoas dessa faixa etária), aponta o estudo exclusivo “Juventude, desigualdades e o futuro do Rio de Janeiro”, coordenado pelo professor Adalberto Cardoso, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele teve por base microdados do Censo Demográfico de 2010, do IBGE.
As razões que levaram Letícia a interromper os estudos e largar o emprego passam pela maternidade — um dos principais motivos para as mulheres abandonarem os estudos e adiarem a entrada no mercado de trabalho. Pelos dados do especialista do Iesp, o número de moças que fica em casa é quase o dobro do dos rapazes: respectivamente, 3,5 milhões e 1,8 milhão. Mas a maternidade não é a única explicação. O forte desalento, segundo Cardoso, ajuda a entender os números alarmantes. Que ficam mais graves quando se leva em conta que, em 2010, ano do Censo, a economia brasileira cresceu 7,5%. — Esses jovens que ficam fora têm qualificação muito ruim. Tão ruim que, ao abandonarem a escola, o mercado de trabalho, mesmo em plena atividade, não os absorve. Resultado: eles desistem, e são os pobres os mais afetados — disse Cardoso, acrescentando que esse fenômeno é muito urbano. — Entram nesses números os jovens que foram puxados para a criminalidade. Na parcela mais pobre da população brasileira, com renda per capita de até R$ 77,75, quase metade (ou 46,2%) dos jovens estava fora da escola e do mercado de trabalho. — A escola não consegue atrair o jovem, levando a uma elevada evasão escolar. Em consequência, ingressar no mercado de trabalho vai ficando mais e mais difícil — explicou Cardoso. Professor vê desalento estrutural O gargalo, segundo o professor Fernando de Holanda Filho, da Fundação Getulio Vargas (FGV), está na baixa taxa de matrícula do ensino médio. Hoje, segundo ele, ao menos 50% dos jovens trabalham sem ter nível médio: — Quando vão para o mercado de trabalho, não conseguem se colocar. Esse cenário cria um desalento estrutural, que se complica a cada ano. É um problema de longo prazo. O paulistano Eduardo Victorelli, de 22 anos, não terminou o ensino médio e não buscou cursos técnicos ou profissionalizantes depois que largou a escola, aos 17 anos. Embora pareça ter um futuro incerto, ele afirma com segurança que será jogador de futebol: — Meus pais e minha família me apoiam e conseguem pagar as contas. Acreditamos que o salário de jogador mudará nossa vida. Ele largou a escola para ir ao Paraná, tentar jogar no Coritiba. Mas o salário não bastaria para comer, morar e viver em outro estado, e voltou para São Paulo. Desde então, jogou em dois pequenos times. Ele mora em Sapopemba, bairro simples da Zona Leste, com os pais, avós e tios. O afastamento dos estudos e do trabalho vai comprometer — e muito — o futuro desses jovens, diz Cardoso: — Parte dessas pessoas vai se colocar como assalariado sem carteira assinada. Esse jovem de hoje vai carregar o peso desse abandono pelo resto da vida — disse Cardoso. Letícia vive com o namorado, que ganha R$ 1.500 por mês como divulgador. Em Jacarepaguá, eles têm o apoio da avó e da mãe dele. — Sei que agora vou ter que ficar em casa, cuidando do meu filho. Talvez por um, dois anos. Para Hildete Pereira, coordenadora do Núcleo Transdisciplinar de Estudos de Gênero da UFF, faltam políticas públicas de controle da natalidade e apoio para cuidar de crianças. A cobertura de creches passou de 7% das crianças de 0 a 3 anos em 2000 para 21% em 2011: — Melhorou, mas ainda há déficit. Enquanto isso, país amarga escassez de mão de obra O contingente de 5,3 milhões de jovens inativos no Brasil ocorre num momento em que o país tem baixas taxas de desemprego e os empresários se queixam de escassez de mão de obra. — É um desperdício de recurso, especialmente no momento econômico do país — disse Naércio Menezes, professor de economia do Insper, acrescentando que, quando o jovem deixa de enxergar os benefícios da educação, ele deixa de ter um futuro melhor. Essa geração perdida vai fazer falta para um crescimento sustentado, advertiu Paulo Levy, economista do Ipea. Ele explica que as empresas terão que aumentar a produtividade dos que estão trabalhando. Mas o crescimento econômico do país também permite que uma ínfima parcela desse contingente tenha respaldo em casa para pensar na carreira. Além disso, na chamada “geração canguru” os jovens deixam a casa dos pais mais tarde. Nesse universo, estão pessoas que se preparam para concursos públicos ou tiram um sabático para viajar. O Iesp-Uerj só considerou quem não frequenta a educação formal. Natália de Miranda, de 24 anos, estuda em casa para o concurso para magistratura do trabalho: — Estudo de seis a oito horas por dia e, muitas vezes, ainda ouço que não estou fazendo nada. Mas o cenário pode ser ainda pior. Ao incluir os jovens que buscam trabalho mas não conseguem, os 5,3 milhões saltam para 7,2 milhões. Ou seja, a cada quatro jovens entre 18 e 25 anos, um está parado. Colaborou: Roberta Scrivano |
domingo, 5 de agosto de 2012
Drogas, tráfico, violencia e morte!
O tráfico de drogas é o crime que mais cresceu nos anos 2000 no
Estado de São Paulo. O número de flagrantes feitos pela polícia paulista é hoje
quatro vezes maior do que há 12 anos. Foram cinco casos por hora no primeiro
trimestre, graças a uma rede de distribuição cada vez mais pulverizada, que
atrai pelo lucro fácil jovens e idosos, homens e mulheres, sem distinção.
“É evidente que a repressão aumentou, mas também deve ter aumentado a quantidade de drogas. Não se pode dizer que é apenas a ação da polícia a responsável pelo crescimento no número de flagrantes, porque aí poderia ter aumentado o preço. São as duas coisas”, diz o pesquisador em Segurança Guaracy Mingardi.
A queda significativa no preço deixa claro que há mais entorpecente em circulação do que a polícia consegue apreender. Sobra droga nas mãos dos traficantes.
Segundo a polícia, o preço da cocaína caiu pelo menos 30%, tanto no varejo quanto no atacado. O quilo da pasta custava no mercado nacional entre R$ 10 mil e R$ 12 mil no início dos anos 2000. Hoje, está entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. A “versão comercial” da droga, aquela que chega ao consumidor final, sai atualmente por algo entre R$ 4 mil e R$ 5 mil o quilo.
Além disso, a participação do tráfico sobre o total de boletins de ocorrência registrados nas delegacias paulistas cresceu três vezes em 12 anos – respondia por 0,44% dos BOs em 2000 e, hoje, alcança 1,38%.
Na Região Metropolitana, o aumento foi de seis vezes em 12 anos. Na capital, o número de flagrantes se multiplicou por 3,6 no mesmo período. No outro extremo, nos municípios do interior do Estado, o crescimento foi de 3,75 vezes, favorecido sobretudo pela disseminação do crack no campo, principalmente nos canaviais.
Para o diretor do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), Wagner Giudice, o Brasil não é mais apenas um corredor do tráfico entre países andinos e a Europa, como no passado. O bom momento econômico tem feito parte da droga parar por aqui, o que se reflete no número de apreensões.
As diversas pesquisas coincidem na afirmação de uma associação entre transtornos do uso de substâncias psicoativas e criminalidade. O que é possível constatar é a alta proporção de atos violentos quando o álcool ou as drogas ilícitas estão presentes entre agressores, suas vítimas ou em ambos.
“É evidente que a repressão aumentou, mas também deve ter aumentado a quantidade de drogas. Não se pode dizer que é apenas a ação da polícia a responsável pelo crescimento no número de flagrantes, porque aí poderia ter aumentado o preço. São as duas coisas”, diz o pesquisador em Segurança Guaracy Mingardi.
A queda significativa no preço deixa claro que há mais entorpecente em circulação do que a polícia consegue apreender. Sobra droga nas mãos dos traficantes.
Segundo a polícia, o preço da cocaína caiu pelo menos 30%, tanto no varejo quanto no atacado. O quilo da pasta custava no mercado nacional entre R$ 10 mil e R$ 12 mil no início dos anos 2000. Hoje, está entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. A “versão comercial” da droga, aquela que chega ao consumidor final, sai atualmente por algo entre R$ 4 mil e R$ 5 mil o quilo.
Além disso, a participação do tráfico sobre o total de boletins de ocorrência registrados nas delegacias paulistas cresceu três vezes em 12 anos – respondia por 0,44% dos BOs em 2000 e, hoje, alcança 1,38%.
Na Região Metropolitana, o aumento foi de seis vezes em 12 anos. Na capital, o número de flagrantes se multiplicou por 3,6 no mesmo período. No outro extremo, nos municípios do interior do Estado, o crescimento foi de 3,75 vezes, favorecido sobretudo pela disseminação do crack no campo, principalmente nos canaviais.
Para o diretor do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), Wagner Giudice, o Brasil não é mais apenas um corredor do tráfico entre países andinos e a Europa, como no passado. O bom momento econômico tem feito parte da droga parar por aqui, o que se reflete no número de apreensões.
As diversas pesquisas coincidem na afirmação de uma associação entre transtornos do uso de substâncias psicoativas e criminalidade. O que é possível constatar é a alta proporção de atos violentos quando o álcool ou as drogas ilícitas estão presentes entre agressores, suas vítimas ou em ambos.
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