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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
A Neurobiologia da Mudança: Por que a Força de Vontade Sozinha Falha na sua Evolução
O Algoritmo da Mente: Como o seu cérebro filtra a realidade que você enxerga
Você já reparou que, ao decidir comprar um determinado modelo de carro, ele parece surgir magicamente em cada esquina? Ou que, em períodos de grande estresse, absolutamente tudo ao seu redor parece dar errado de forma sistemática?
Não se trata de misticismo, destino ou mera coincidência. É neurobiologia pura.
A verdade é que o seu cérebro possui um filtro extremamente sofisticado, um verdadeiro "algoritmo biológico" que determina o que chega à sua consciência e o que permanece oculto.
O Guardião da sua Atenção: O que é o SAR?
No nosso tronco encefálico opera uma estrutura essencial chamada Sistema Ativador Reticular (SAR). Ele funciona de maneira análoga aos algoritmos das redes sociais que você utiliza diariamente: sua principal função é filtrar a avalanche de estímulos sensoriais que recebemos a cada segundo, selecionando apenas aquilo que você, conscientemente ou não, definiu como "relevante".
O SAR é o responsável por garantir que você não entre em colapso com o excesso de informações do ambiente, funcionando como o porteiro da sua mente.
[Insira aqui a imagem conceitual do Sistema Ativador Reticular - Posição 42]
A Metáfora da Roseira: Espinhos ou Flores?
Para compreender o impacto prático desse sistema na sua performance mental e na sua saúde emocional, imagine uma roseira.
A roseira é uma planta única, mas que carrega duas realidades coexistentes: a beleza e a vitalidade de suas rosas, e a rigidez defensiva de seus espinhos. O seu Sistema Ativador Reticular decide em qual dessas partes a sua lente mental focará.
[Insira aqui a imagem comparativa das roseiras - Posição 38]
- O Filtro da Dor e da Autodefesa (Esquerda): Se a sua mente está programada para a hipervigilância, focada em problemas, mágoas ou ameaças, o seu cérebro se tornará um especialista em detectar "espinhos". Você enxergará riscos em cada oportunidade e motivos para desanimar em cada cenário.
- O Filtro da Oportunidade e do Crescimento (Direita): Quando você treina intencionalmente o seu olhar para buscar soluções, aprendizados e progresso, o algoritmo cerebral começa a ignorar os ruídos e a evidenciar as "flores" — caminhos e saídas que sempre estiveram ali, mas que antes eram invisíveis para você.
O Impacto Clínico: O Ciclo do Sofrimento e da Autopiedade
Como médica psiquiatra, vejo frequentemente em consultório o sofrimento profundo de pacientes brilhantes e altamente bem-sucedidos que se tornam prisioneiros de seus próprios filtros neurais.
Quando passamos por uma fase difícil e permitimos que a preocupação excessiva ou a autopiedade assumam o controle, o cérebro entra em um ciclo de retroalimentação negativa. Ele passa a escanear o mundo em busca de validações para aquela dor, mostrando apenas situações difíceis e ignorando qualquer sinal de saída.
[Insira aqui a imagem da expressão de sofrimento - Posição 41]
Esse estado de sofrimento constante não reflete a realidade total da sua vida, mas sim a realidade selecionada pelo seu filtro biológico.
Retome o Controle do seu Algoritmo
A grande virada de chave que a neurociência nos traz é que o Sistema Ativador Reticular é altamente treinável. Moldar o que é mostrado para nós no dia a dia é uma habilidade que depende de prática e intencionalidade.
Para reprogramar o seu algoritmo mental:
- Defina suas intenções pela manhã: Comece o dia determinando ativamente no que você quer focar (soluções, produtividade, conexões de valor).
- Questione seus filtros: Ao se pegar focado apenas nos espinhos, pergunte-se: "O que de positivo ou produtivo está acontecendo aqui que meu cérebro está ignorando?"
- Pratique a atenção intencional: Treine sua mente para registrar pequenas vitórias e caminhos viáveis.
Sua realidade não é o que acontece com você, mas sim o que o seu cérebro decide filtrar. Treine o seu foco.
A Arquitetura da Mente: Por que o Sono é o Ativo Mais Valioso da Alta Performance
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Relatório JIFE 2013 indica que abuso de medicamentos supera o de drogas ilícitas
São Paulo, 5 de março de 2014.Segundo a Jife, vários países da Europa e da América do Norte realizam campanhas regulares, muitas vezes na própria web, para informar o público sobre os perigos potenciais de encomendar produtos farmacêuticos pela internet. Alguns desses sites inclusive têm ferramentas para ajudar o consumidor a verificar se a empresa em questão existe e é idônea. Alguns também têm espaço para denúncias.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Vício em jogos pela Internet
Na Universidade de São Paulo (USP), um ambulatório foi criado para tratar os dependentes de tecnologia.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Nova modalidade de paquera
Será que é tão simples assim?
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/06/no-dia-dos-namorados-aplicativos-ajudam-solteiros-em-busca-do-amor.html
domingo, 14 de dezembro de 2014
IBOGAÍNA - TERAPIA POLEMICA
A matéria conta que a ibogaína, extraída da raiz da iboga (chá ou em cápsulas), tem um efeito alucinógeno utilizado para aliviar sintomas de abstinência. O transe (dura de 24 a 36 horas) pode ser fatal por reduzir muito a frequencia cardíaca. A substância não é aprovada no Brasil, mas pode ser comercializada no Canadá, Nova Zelândia, México e na maioria dos países da América Central.
Algumas contra-indicações são pacientes com quadros psicóticos, com problemas no fígado e coração e uso de antidepressivos.
Sua ação no cérebro ainda é incerta.
Um estudo da Unifesp mostrou abandono de consumo de cocaína , maconha, crack e álcool de 61% , mas a Psiquiatra Ana Cecília Marques da ABEAD (Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas), afirma que "são necessários anos de pesquisas para confirmar os dados, mesmo que as primeiras evidências apontem para resultados positivos".
A MACONHA É UMA DROGA - Veja 17 de dezembro de 2014
Uma pesquisa coordenada por Francesca Filbey na Faculdade de Comportamento e Ciências do Cérebro da Universidade do Cérebro nos EUA comprovou os danos do uso crônico da maconha.
Segundo a pesquisa, realizada com jovens de idade média de 29 anos, o uso de maconha 4 vezes por semana ao longo de 8 anos alteram a arquitetura e o funcionamento do cérebro. Afeta o córtex orbitoffrontal prejudicando a tomada de decisões e a motivação. O risco de desenvolver depressão e transtorno afetivo bipolar dobra, o de esquizofrenia triplica! Há ainda aumento de impulsividade, perda de crítica e redução da capacidade de organização.
O Psiquiatra Jaime Hallak, da USP de Ribeirão Preto, explica os danos do uso de maconha na adolescência, época na qual ocorre a poda neuronal - triagem das sinapses que devem ser preservadas e das que serão eliminadas - "a droga faz com que as sinapses que deveriam se fortalecer se tornem débeis e as que deveriam desaparecer ganham força".
O THC imita a ação de substancias naturalmente fabricadas pelo corpo - os endocanabidióides - nem o álcool, nem a cocaína nem o crack afetam o cérebro de modo tão intenso e por tanto tempo após a interrupção do uso.
A matéria fala ainda dos riscos associados ao uso agudo, como paranóia, quadros psicóticos, quadros de pânico e ansiedade, e conclui que a maconha é sempre uma droga.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Palestra sobre Codependencia para coordenadores de Amor-Exigente
sábado, 24 de maio de 2014
Levantamento mostra dados sobre o consumo de drogas em Campinas
domingo, 10 de novembro de 2013
REVISTA VEJA 13 DE NOVEMBRO DE 2013 - "MACONHA"
A repórter Tatiana Gianini escreve que a justificativa para a legalização da produção, comercialização e uso da maconha é o fim dos crimes associados ao narcotráfico. Porém, a maconha representa apenas 30% da receita dos cartéis mexicanos (cocaína 50% e metanfetamina e heroína 20%). Em 2012 os eleitores de Colorado e Washington aprovaram o referendo para legalização do uso recreativo. Em 2014 os maiores de 21 anos poderão comprar balas, cigarros, barrinhas, biscoitos e refrigerantes de maconha.
A Califórnia liberou o uso terapêutico de maconha na década de 90 e foi imitada por 21 estados. Colorado e Washington foram pioneiros na legalização de uso recreativo.
A repórter lembra que a maconha possui 2 componentes ;
1- TERAHIDROCANABIDIOL (THC): causa "barato" e alterações sensoriais.
2- CANABIDIOL (CBD): reduz náusea, dor crônica etc.
"O que os clientes das lojas especializadas procuram são os produtos com maiores teores de THC, em torno de 15% (as traficadas no Brasil, EUA e México têm Entre 4 e 6%). Estima-se que apenas 20% das vendas aconteçam realmente para tratamento. O laboratório X-Tracted, de Seattle, produz pílulas e melaço de maconha com teores de THC de até 95%. "Existem relatos de que podem causar confusão mental, náuseas, ansiedade, paranoia e alucinações".
domingo, 7 de julho de 2013
DSM V - Transtorno do uso do Tabaco
terça-feira, 2 de julho de 2013
Tratamento do Tabagismo - Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
A dependência do tabaco é cada vez mais reconhecida como uma condição crônica que pode necessitar de repetidas intervenções. Além disso, evidências recentes embasam o papel fundamental do aconselhamento tanto em intervenção isolada ou em grupo quanto associada ao tratamento farmacológico.
Foi empregado o método de seleção baseado em evidências para a busca de referências na literatura especializada, seguido de revisão crítica por pares que, ao final, apresentaram suas recomendações.
Orientação para interpretar o nível de evidência
As referências bibliográficas são citadas numericamente por ordem de entrada no texto, seguidas do grau de recomendação A, B, C ou D, onde couber. A classificação do grau de recomendação, que corresponde à nível de evidência científica do trabalho, foi fundamentada com base nos Centros de Medicina Baseada em Evidências, particularmente o Centro Cochrane—Cochrane Review,(1) em estudos de meta-análise, em ensaios clínicos randomizados publicados em revistas nacionais e internacionais e na recente revisão do Surgeon General, publicada em maio de 2008.(2)
Todos os graus de recomendação, incluindo o "D", baseiam-se em evidências científicas. As diferenças entre as forças de evidência A, B, C e D devem-se exclusivamente ao desenho empregado na geração da evidência.
Abordagem diagnóstica
Avaliação clínica
A realização da radiografia de tórax é fundamental durante o tratamento. A boa relação médico-paciente, a sensibilidade e a capacidade de observação do profissional apontarão a hora mais adequada. Algumas pessoas têm receio do que pode ser encontrado, por vezes se afastando do atendimento para não enfrentar a situação.
| História tabagística |
| Idade de início, número de cigarros fumados por dia, tentativas de cessação, tratamentos anteriores com ou sem sucesso, recaídas e prováveis causas, sintomas de abstinência, exposição passiva ao fumo, formas de convivência com outros fumantes (casa/trabalho) e fatores associados (café após as refeições, telefonar, consumo de bebida alcoólica, ansiedade e outros). |
| • Grau de dependência |
| Teste de Fagerström para dependência à nicotina. |
| • Grau de motivação |
| Estágio motivacional (Modelo transteórico comportamental de Prochaska e DiClemente). Atividade física habitual e oscilações do peso corporal. |
| • Sintomas |
| Tosse, expectoração, chiado, dispnéia, dor torácica, palpitações, claudicação intermitente, tontura e desmaios. |
| • Investigação de co-morbidades |
| Doenças prévias ou atuais que possam interferir no curso ou no manejo do tratamento: lesões orais, úlcera péptica, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, cardiopatias, transtornos psiquiátricos (depressão, ansiedade, pânico, anorexia nervosa, bulimia, etc.), uso de álcool e/ou outras drogas, pneumopatias, epilepsia, AVE, dermatopatias, câncer, nefropatias, hepatopatias, história de convulsão, entre outras. |
| • Medicamentos em uso |
| Levantamento dos medicamentos que possam interferir no manejo do tratamento, como antidepressivos, inibidores da MAO, carbamazepina, cimetidina, barbitúricos, fenitoína, antipsicóticos, teofilina, corticosteróides sistêmicos, pseudo-efedrina, hipoglicemiante oral e insulina, entre outros. |
| • Alergias |
| De qualquer etiologia, como cutâneas, respiratórias e medicamentosas. |
| • Situações que demandam cautela |
| Principalmente as relacionadas ao uso de apoio medicamentoso, por exemplo, gravidez, amamentação, IAM ou AVE recente, arritmias graves, uso de psicotrópicos e outras situações. Recomenda-se cautela também com os adolescentes e idosos. |
| • Antecedentes familiares |
| Avaliar problemas de saúde familiares, principalmente se relacionados ao tabagismo, em especial a existência de outros fumantes que convivam com o paciente. |
| • Exame físico |
| Sempre completo, buscando sinais que possam indicar existência de doenças atuais ou limitações ao tratamento medicamentoso a ser proposto. |
| • Exames complementares |
| Rotina básica: radiografia de tórax, espirometria pré e pós broncodilatador, eletrocardiograma, hemograma completo, bioquímica sérica e urinária. Medidas do COex e da cotinina (urinária, sérica ou salivar) são úteis na avaliação e no seguimento do fumante e devem ser utilizadas, quando disponíveis. |
A avaliação clínica inicial é semelhante em todos os grupos. A forma de abordagem é que deve ser diferenciada e será discutida adiante, neste documento.
Os exames complementares podem ser úteis para auxiliar na motivação do paciente para a cessação do tabagismo. Quando os resultados são normais, tranqüilizar e indicar que esta é a melhor hora para deixar de fumar, pois ainda não apresenta as DRT. Se alterados, podem servir de alerta: é melhor parar, impedindo novos danos, e tentar reconquistar a saúde. Evidências sobre o impacto de medidas como esta e outras na condução dos casos serão discutidas também em outros capítulos
Avaliação do grau de dependência
Deve-se ter em mente a complexidade da dependência à nicotina, e ainda que estão sendo desenvolvidos instrumentos que consigam captar as suas várias dimensões. No momento ainda não existem medidas de dependência à nicotina que
| 1. Quanto tempo após acordar você fuma seu primeiro cigarro? |
| (3) nos primeiros 5 minutos |
| (2) de 6 a 30 minutos |
| (1) de 31 a 60 minutos |
| (0) mais de 60 minutos |
| 2. Você acha difícil não fumar em lugares proibidos? |
| (1) sim |
| (0) não |
| 3. Qual o cigarro do dia que traz mais satisfação? |
| (1) o 1° da manhã |
| (0) os outros |
| 4. Quantos cigarros você fuma por dia? |
| (0) menos de 10 |
| (1) 11-20 |
| (2) 21-30 |
| (3) mais de 31 |
| 5. Você fuma mais freqüentemente pela manhã? |
| (1) sim |
| (0) não |
| 6. Você fuma mesmo doente, quando precisa ficar acamado a maior parte do tempo? |
| (1) sim |
| (0) não |
Total: 0-2 = muito baixa; 3-4 = baixa; 5 = média; 6-7 = elevada; 8-10 = muito elevada
|
A mensuração do COex é um indicador de fácil emprego, baixo custo, não invasivo e que permite a obtenção de resultado imediato, com o valor de corte do COex acima de 6 ppm apresentando boa especificidade para aferir o hábito tabágico.
TABAGISMO - NICOTINA
dependente e não apenas ser ou não dependente.
A nicotina não produz manifestações psíquicas com o seu uso. Por exemplo, não se fica agressivo ou
efeitos anteriores. - A maioria dos fumantes começa com alguns cigarros por dia e faz uma escalada até
um fumante é acender o primeiro cigarro na primeira hora após o despertar. Isso se deve ao fato de os níveis
A maioria dos fumantes (80%) deseja parar de fumar, mas tem dificuldades em parar.
droga não planeja mudar seu comportamento num futuro próximo. Isso talvez por acreditar que os benefícios
forma um pouco mais realista, e a possibilidade de considerar algumas mudanças de comportamento estaria
mudanças concretas podem ser feitas. Estas mudanças podem ser das mais variadas: o paciente pode tentar
significativas no estilo de vida deveriam ser feitas para consolidar a nova forma de comportamento sem a
citadas. Quando seu paciente está na fase de pré-contemplação (35% dos pacientes estarão nesta fase em
exemplo:
abstinência e a correta utilização da reposição de nicotina. Aqui também é importante explicar que a tosse e
é menor do que 5 kg, mas algumas pessoas podem chegar a 15 kg. As mulheres tendem a ganhar mais peso
Smoking Cessation. Clinical Practice Guideline. 1996.